Ofícios que moldam a identidade e saberes que atravessam gerações
Tradição
A arte do saber-fazer que resiste ao tempo
Da terra nasce a forma
Cerâmica
É a arte que Rafael Bordalo Pinheiro transformou em símbolo maior da cidade.
A Cerâmica alia tradição, criatividade e irreverência. Conjuga utilidade, expressão artística e humor em peças únicas.
Mantém-se viva através do trabalho de mestres e ateliers que moldam barro vermelho, faianças naturalistas e criações contemporâneas, reforçando um património reconhecido dentro e fora de Portugal.
O humor da tradição
Falos
A tradição fálica nas Caldas da Rainha tem origens antigas, com referências que remontam aos reinados de D. Luís e D. Carlos e até ao século III, com o imperador romano Heliogábalo. Estas peças assumem diferentes formas, desde figuras em cerâmica às conhecidas garrafas e canecas, e em tempos foram vendidas às escondidas na Praça da Fruta.
Apesar de ter sido durante muito tempo uma tradição discreta, os falos mantêm-se no imaginário coletivo e ganharam nova visibilidade com iniciativas como a Confraria do Príapo e criações de artistas contemporâneos, incluindo peças de grande escala. Hoje afirmam-se como uma tradição identitária da cidade, com potencial cultural, comercial e turístico.
Linhas que contam histórias
Bordados
O Bordado das Caldas é marcado pela originalidade dos motivos e pela riqueza cromática, transforma linhas em padrões singulares. Com carinhas, volutas e tons característicos, distingue-se das flores convencionais e afirma-se como uma expressão artesanal que preserva técnicas antigas e valoriza a identidade local.
Reza a história que os bordados terão surgido por influência da Rainha D. Leonor e das suas aias, inspirados em motivos régios. Distinguem-se pelo fio dourado e pelo desenho intrincado. Apesar de hoje existirem cada vez menos bordadeiras, a dedicação da Associação dos Bordados das Caldas mantém vivo este saber, passando-o de geração em geração.
O brilho da mestria
Cutelaria
A cutelaria das Caldas da Rainha é uma das suas expressões mais prestigiadas. A herança do ofício está presente tanto na produção artesanal e de autor como na indústria, sendo o polo das freguesias de Santa Catarina (Caldas da Rainha) e Benedita (Alcobaça) um dos principais clusters mundiais do setor.
No campo da cutelaria artesanal, nomes como Lombo do Ferreiro e Paulo Tuna – The Bladesmith destacam-se, ao criar peças escolhidas por chefs e restaurantes de topo em toda a Europa.
Eventos como a Feira Militaris, o Congresso de Cutelaria e o dinâmico Domar o Fogo reforçam este legado, mostrando o que de melhor se faz na região e cruzando tradição, gastronomia e inovação.
Sabores com memória
Doçaria que faz
parte da nossa
tradição
Doçaria que faz parte da nossa tradição
A doçaria conventual das Caldas da Rainha reflete séculos de saber-fazer transmitidos de geração em geração. Beijinhos, cavacas, trouxas de ovos ou os pastéis de Bordalo são símbolos de identidade e memória coletiva que continuam a adoçar a cidade.
Versão delicada das cavacas, os Beijinhos das Caldas são pequenos doces ocos, crocantes e leves, cobertos por uma calda de açúcar aromatizada com limão. Ao desfazerem-se na boca, revelam a suavidade que os tornou presença tradicional nas pastelarias locais e parte da identidade doceira da cidade.
Doce emblemático da cidade, as cavacas têm origem na freguesia de S. Gregório pelas mãos das irmãs Rosalina e Gertrudes Carlota. Após deixarem a Corte, começaram a confecionar estas iguarias que rapidamente se tornaram símbolo das Caldas da Rainha e continuam hoje a marcar festas e celebrações.
Doçaria conventual de origem antiga, as Trouxas de Ovos são preparadas com gemas e açúcar, enroladas e regadas com calda doce. Reconhecidas pelo seu sabor intenso e delicado, mantêm-se como referência nas pastelarias das Caldas da Rainha e parte integrante da sua tradição gastronómica.
Doce criado recentemente como marca identitária da cidade, os Pastéis Bordallo combinam grão-de-bico, queijos de cabra e vaca, limão e canela num recheio cremoso envolvido em massa fina. Desenvolvido pela Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste, é já presença nas pastelarias locais como símbolo de inovação enraizada na tradição.
O pastel Pelicano é uma joia da doçaria tradicional das Caldas da Rainha. Feito com uma massa fina e estaladiça que envolve um recheio delicado de amêndoa, açúcar e ovos, revela um sabor suave e envolvente que remete à doçaria conventual portuguesa. Um doce que celebra a memória e o sabor autêntico da tradição caldense.
Versão delicada das cavacas, os Beijinhos das Caldas são pequenos doces ocos, crocantes e leves, cobertos por uma calda de açúcar aromatizada com limão. Ao desfazerem-se na boca, revelam a suavidade que os tornou presença tradicional nas pastelarias locais e parte da identidade doceira da cidade.
Doce emblemático da cidade, as cavacas têm origem na freguesia de S. Gregório pelas mãos das irmãs Rosalina e Gertrudes Carlota. Após deixarem a Corte, começaram a confecionar estas iguarias que rapidamente se tornaram símbolo das Caldas da Rainha e continuam hoje a marcar festas e celebrações.
Doçaria conventual de origem antiga, as Trouxas de Ovos são preparadas com gemas e açúcar, enroladas e regadas com calda doce. Reconhecidas pelo seu sabor intenso e delicado, mantêm-se como referência nas pastelarias das Caldas da Rainha e parte integrante da sua tradição gastronómica.
Doce criado recentemente como marca identitária da cidade, os Pastéis Bordallo combinam grão-de-bico, queijos de cabra e vaca, limão e canela num recheio cremoso envolvido em massa fina. Desenvolvido pela Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste, é já presença nas pastelarias locais como símbolo de inovação enraizada na tradição.
O pastel Pelicano é uma joia da doçaria tradicional das Caldas da Rainha. Feito com uma massa fina e estaladiça que envolve um recheio delicado de amêndoa, açúcar e ovos, revela um sabor suave e envolvente que remete à doçaria conventual portuguesa. Um doce que celebra a memória e o sabor autêntico da tradição caldense.




